Beleza Irradiante
Presa fascinante
Grita e pede socorro
Sem saída se entrega
A beleza falsa e maldita
Da fera enrustida
Estocolmo Estocolmo
Onde estou
Quem eu sou?
Me induzo numa mentira
Que me aprisiona e me fascina
Me maltrata
Me consome
Me ordena
Depois some
O que tu és afinal?
Um bom homem ou um feroz animal?
Aprisionada me envolvo
Com este monstro encantador
Acostumei-me aos poucos
A aceitar sem rancor
Estocolmo Estocolmo
Ès uma cidade vazia
Uma identidade contida
Quem és?
O que és?
Uma doença
Uma loucura
Que me faz acreditar
Que a fera é de admirar
Sou a bela simplesmente
Que enlouqueceu de amor
O coração desta fera horripilante
Que nada mais é que um sequestrador
Bela cega e feliz
Ve no monstro, bondade
Isto sim é uma doença
Estocolmo não é cidade
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